Olavo Bilac... contra a Eletricidade!

A prosa do grande poeta Olavo Bilac dá o que pensar e encerra grandes verdades. Em uma de suas crônicas, de 1905, o escritor faz uma defesa apaixonada “contra” a luz elétrica, e poderíamos imaginar hoje o que ele diria da Internet, dos smartphones, da inteligência artificial… Faço minhas as palavras de um grande professor e amigo, sobre o pensamento de Bilac:

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Da Natureza das Coisas

Nil pose criari nihilonada pode surgir do nada. Esta frase poderia ter saído de um dos contos de Voltaire, entre os quais o autor costumava afirmar que o acaso nada mais era do que a causa ignorada de um efeito desconhecido, mas não: esse princípio hoje esquecido partiu de um grande poeta e filósofo do primeiro século, Titus Lucretius Carus (99 a.C.–55d.C.), em seu poema De Rerum Natura (Sobre a Natureza das Coisas). A tentativa simbolizava o espanto ante o enigma da natureza, mas era também uma tentativa de abolir o misticismo das explicações anteriores e superficiais sobre os fenômenos da vida. E na Ciência Antiga, um dos elementos essenciais para a busca da verdade passava certamente pela ideia de fluxo, movimento e emanação.

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A Ciência de Redes pode explicar um "viral"?

Existe um artigo fenomenal da Nature, de 1999, em que os autores (Barábási et al) fazem um mapeamento da Internet(1) e de outros sistemas de rede do mundo. Neste trabalho eles buscavam encontrar uma métrica para estimar o “tamanho” da web e fizeram uma grande descoberta: a de que embora a rede tenha (agora) cerca de três dêcadas de idade, qualquer página poderia ser alcançada com um total de 19 cliques, mesmo considerando o seu tamanho crescente.

  1. A-L. Barábási, A. Réka & J. Hawoong. “Diameter of the World-Wide Web”. Nature, Vol 401, set., 1999, p. 130-131. 

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