A dama com a lanterna

O que uma modesta enfermeira de exatos 200 anos atrás tem a ver com a pandemia que assusta o mundo nos dias atuais? Como podemos nos inspirar em sua história para virarmos o jogo? A data de 12 de maio, dia Internacional da Enfermagem, celebra o nascimento de uma figura luminar para a ciência, responsável por salvar milhões de vidas em um período de extrema dor e agonia.

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Isaac Newton em quarentena

Uma paisagem bonita não é apenas uma imagem. Ela sugere ao pensamento a absorção dos padrões de ordem e beleza existentes no universo. Uma paisagem aparentemente desoladora, por outro lado, pode servir também para que o espírito possa lançar asas ao infinito. Para Isaac Newton (1642-1727), os elementos que formaram a bela imagem da suas teorias tiveram como inspiração não apenas o cartesianismo, as concepções filosóficas e geométricas de Kepler ou a nova ciência de Galileu: tiveram também a inspiração de um momento difícil, em que o jovem Newton estava em quarentena.

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Eficácia sem razão

Como resultados abstratos, construídos sem quaisquer alicerces no “mundo real”, acabam se tornando tão úteis, mesmo em áreas completamente diversas? Em 2003, o matemático Americano Alex Kasman (2003) escreveu um belo conto de “ficção matemática” intitulado “Unreasonable Effectiveness”, uma das várias respostas existentes ao clássico artigo de Wigner (1960) “The unreasonable effectiveness of mathematics in the natural sciences”. Nesta versão, uma pesquisadora acaba, acidentalmente, descobrindo a resposta para a questão de como uma nova teoria encontra, em algum momento, uma utilidade prática na ciência. Este conto é trecho de um artigo publicado por mim no Caderno Brasileiro de Ensino de Física (2016).1

  1. TONIDANDEL, Danny Augusto Vieira. Eficácia sem razão [da matemática]. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 33, n. 2, p. 399-406, set. 2016. ISSN 2175-7941. doi: https://doi.org/10.5007/2175-7941.2016v33n2p399. 

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The Victorian Web

There is no more fascinating idea than the idea of a fluid: something that, if it can be seen, cannot be held, because it slips through our fingers. Something that, even having some measurable mass, it does not have, on the other hand, a definite form.

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